Prólogo

Hoje vou contar para vocês algo que ficou marcado em minha vida.Talvez não achem muito interessante,mas foi uma época que a minha vida mudou drasticamente,e foi apenas um fato que contribuiu para que isso ocorresse:a morte dos meus pais.Eles eram meu alicerce,e, por isso quando ‘partiram’ o meu ‘chão’ foi junto com eles.
A partir do momento em que soube da noticia,o mundo ficou ‘escuro’,acho que por que eram eles que irradiavam luz no meu caminho,que davam os melhores conselhos…que me amavam incondicionalmente.
Não que eu fosse uma solitária.Sim,eu tinha uma amiga e uma baba(é eu sei…é vergonhoso,mas fazer o quê?),as quais me apoiaram muito em tudo,mas eu não enxergava isso.Comecei a negar o afeto dos quais diziam ter para comigo,talvez por medo de sofrer novamente,tinha medo de que as pessoas entrassem na minha vida,eu me apegasse a elas e logo mais elas escutasse delas um ‘adeus’.
Mas como tudo tem os dois lados da moeda também tive muitas lições de vida,uma delas foi que “o amor vem quando nós mais precisamos”,eu sei que é um pouco clichê mas é a verdade.Também passei a perceber que os amigos são as coisas mais importante da nossa vida,afinal,passe o ‘vento’ que passar,eles estão sempre do nosso lado.
Enfim,esta é a história de como eu,outrora uma garota alegre,me tornei uma pessoa deprimida,fria.E foi quando percebi que não havia mais esperanças para a minha vida…ou será que havia?

3º capitulo

Minha vó veio até mim e me deu um abraço apertado(que mais parecia um pedido de socorro).

-O que está acontecendo vó?-Perguntei,não estava entendendo nada.-Vó?

-Oh,minha querida!Sente-se aqui que nós precisamos conversar.-Pediu ela me guiando até o sofá enquanto limpava as lágrimas com o seu lencinho.

-Esta é a filha do casal?-Perguntou o policial em um sussurro.O que havia acontecido com os meus pais?

Vi quando minha vó assentiu. Então ele disse com um olhar pesaroso:

-Bom!A minha parte eu já fiz,então com licença.-E se retirou,fechando a porta atrás de si.

-Venha Rose,sente-se ao lado de Bella,ela vai precisar do nosso apoio.-Disse minha vó chamando Rose que até agora estava perto da porta,só observando.Rose veio até nós e sentou-se do meu lado.

Estava estranhando tudo isto,e a demora da minha avó para falar não estava ajudando nenhum pouco.

-Eu nem sei por onde começar.-disse limpando mais uma lágrima que escapava de seus olhos.

-Só…fale.-Pedi,sem saber se queria ou estava preparada para ouvir o que ela tinha para e dizer.

-Ok!Então Bells;como você sabe,seus pais saíram hoje de manhã.-quando ela disse isso não restou mais nenhuma sombra de dúvidas que “a coisa” era com os meus pais.-Eles estavam indo no jatinho particular deles.Parece que o piloto teve alguns problemas e…-Ela parou de falar e começou a chorar.

-Fala D.Terê.O que aconteceu?-Pedi desesperada pensando em uma maneira de fazê-la falar mais rápido,mas conclui que eu tinha que esperar o tempo dela.

-E…o jatinho caiu.-Quando ela disse isto,foi como levar uma facada no peito,pior,uma facada com certeza doeria menos.Sabia que quando um avião caia,não sobrava nenhum vivo,mas não podia,não queria aceitar que meus pais haviam…eu nem conseguia pensar na palavra.

-Eles estão machucados?Onde eles estão?Já os levaram para um hospital?-Perguntei sem respirar uma só vez,estava desesperada,queria vê-los,ter certeza de que eles ainda estariam presente na minha vida.Estava tentando manter a chama da esperança acesa dentro de mim;tentava colocar na minha cabeça que nada de muito grave havia acontecido com eles e que logo eles voltariam para casa e quando o fizessem,eu ia proibi-los de viajar novamente,não sei como faria isso mas faria,muitas pessoas trabalhavam através da internet,não é?

-Eu quero vê-los.-disse indo até a porta e a abrindo.

-Você não pode.Disse minha D.Terê fazendo-me parar e olhar para ela.Rose encarava,imóvel,algum ponto fixo no chão,com certeza tentando processar tudo o que acabara de acontecer.

-Por quê não?-Perguntei.Eu estava tremendo,suando frio.

Esperei D.Terê responder a minha pergunta,mas no fundo eu já sabia o que viria a seguir.Lágrimas grossas trilhavam por minha face.

-Eles morreram Bella…-disse ela entre soluços.Senti uma dor dilacerante no peito que piorava cada vez mais.Não,eles não podiam ter morrido,não os meus pais.

-Pare com isso D.Terê!Eu não estou gostando nada da brincadeira.-Sabia que eu estava me iludindo,ela nunca brincaria com uma coisa dessas.

-O velório será amanhã.-Não tinha mais como fugir da realidade.

Subi correndo as escadas e Rose iria me seguir,mas minha D.Terê pediu a ela para que me desse tempo.

Tempo!Nem todo tempo do mundo me faria me acostumar com esta perda.

Cheguei no meu quarto e tranquei a porta.Joguei minha bolsa em qualquer canto e o meu corpo na cama.

É engraçado como acontece as coisas na vida.À dez minutos atrás estava tudo uma maravilha,mas agora,sinto que o mundo desabou sobre mim.Como conseguirei viver sem o colo da minha mãe ou sem o carinho de meu pai?Sem os seus conselhos,suas palavras sábias…

Coloquei todo aquele sofrimento pra fora através das lágrimas.Pelo menos era o que eu tentava fazer,pois a dor não passava,não diminuía,só aumentava.Queria gritar,mas nem para isso tinha forças.Apertava a colcha da cama com força e puxava os meus cabelos para ver se a dor física diminuía a emocional.Me encolhi enquanto soluçava e gritava baixinho.Aos poucos o choro foi diminuindo e nada mais passava de lamuriações,até que adormeci.

Era um avião,um avião que eu bem conhecia,era o jatinho dos meus pais.

Via Reneé sentada em uma poltrona olhando pela pequena janela ao seu lado.Ela tinha um sorriso…satisfeito no rosto.Alguém a chamou,era a voz de Charlie,ela se virou para trás para olhá-lo.Quando o viu,um iluminoso sorriso se estampou em sua face.

Quando se aproximou,Charlie deu um selinho demorado nela,sentando-se,logo em seguida,do seu lado,colocando o cinto.Nunca viajavam sem cinto.

Aproveitando a vista?-Ele perguntou sorrindo.

-Sempre.-Exclamou ela.Renée sempre gostara de observar paisagens,herdei isto dela.-E aí?Acha que a Bella vai gostar da nossa surpresa?-perguntou parecendo pensativo.

-Ela com toda a certeza vai adorar,pois sempre quis passar mais tempo com nós,e agora que vamos trabalhar em casa,vamos dar isto a ela.-Disse ele,já imaginando a alegria da filha ao ficar sabendo da novidade.-Nunca mais ficaremos muito tempo longe dela.-O que será ótimo.Já estou morrendo de saudades dela.-disse e pareceu ter uma ideia.-Não acha que devemos ligar para avisar que já estamos voltado e aproveitar para contar a surpresa?

-Boa ideia!Liga,liga,liga.-Disse ela empolgada e ao mesmo tempo ansiosa para saber qual seria a  reação da filha.

Charlie pegou seu celular e assim que discou o primeiro número o avião começou com uma serie de turbulências,ficava indo para cima e para baixo.Colocaram as suas máscaras de oxigênio,mas em um certo ponto,o avião despencou.

Charlie e Renée estavam desesperados.

-Bella!Ajude-nos…-gritavam os dois em uníssono enquanto tentavam se proteger das batidas constantes que suas cabeças e corpos davam.

-MÃÃÃE!PAAAI!-Acordei gritando desesperada,como se gritando,eu impediria que o avião caísse.Estava toda suada e minha respiração estava ofegante.Sentei-me na cama e passei a palma da minha mão no meu rosto,meus olhos ardiam e minha cabeça latejava.

Olhei pela porta da sacada e percebi que já estava quase anoitecendo.Escutei passos rápidos vindo em direção do meu quarto,com certeza era D.Terê ou a Rose,ou as duas.A pessoa mexeu na maçaneta da porta e quando viu que estava trancada começou a bater nela.

-Bella!Você está bem?-Era a voz de Rose.

-Abra para nós querida.-Pediu D.Terê em um suplico.Com certeza devem ter ouvido o meu grito.

Não estava com vontade de falar com ninguém,então não respondi.Não adiantaria eu falar com elas,nunca entenderiam o que eu estava passando,nunca entenderiam aquela dor que eu sentia.

-Bella?-Como não respondi,elas voltaram para onde quer que estavam.Devem terem

entendido que eu não queria conversar.Não queria dividir com ninguém o que estava sentindo,a última coisa que eu precisava,era ver a cara de pena de alguém.

Minha barriga roncou.Sentia-me fraca,mas não tinha vontade nenhuma de comer,sentia um nó na minha garganta.Olhei para o porta retrato que tinha em cima do criado-mudo onde tinha a foto dos meus pais e eu no meio deles,naquela foto,os dois me beijavam,cada um em uma bochecha,enquanto eu os abraçava por trás.

Ahhh!Como eu parecia feliz naquela foto.

Felicidade!Sentimento este que com toda a certeza nunca mais se faria presente na minha vida.O pior nem era a ausência deste,mas sim a ausência daqueles rostinhos daquela foto.

Novas lágrimas começaram a cair,a minha dor de cabeça só piorava,mas não queria ir até lá embaixo para pegar um remédio.Seria bom que eu morresse se uma vez.Quem sabe de dor de cabeça?

Amanhã seria o…não queria nem pensar nisto,acho que indo,estaria aumentando o meu sofrimento,não aguentaria ver meus pais sendo colocados debaixo da terra como se fossem um nada.Eu sei que este é o destino de todos os seres vivos,e sabia também que um dia isto ia acontecer,mas nunca pensei que seria tão cedo.

Sabe?Nunca imaginei que pudesse sofrer tanto quanto estou sofrendo agora.Queria morrer também.Não sabia o que ia fazer sem os meus pais.

Neste dia,eu tive a certeza,de que nunca mais voltaria a sorrir,nem a fazer alguém sorrir.Afinal,quem poderia sorrir de uma menina fria?A não ser se rissem de deboche.

É!Eu nunca mais seria aquela Bella de antes.

Por quê as pessoas mentem?

MentiraA mentira sempre esteve presente em nosso meio.Por acaso,você já se perguntou o porquê das pessoas mentirem?

Há pessoas que mentem por coisas mínimas,neste caso,crianças.Elas mentem por medo de levarem bronca ou até mesmo apanharem da mãe quando enfiam o dedão na sobremesa ou mesmo quando come tudo de algo que era para deixar para seus irmãos.

Há mentiras mais sérias como de quando algum adolescente mente para os pais quando estão fazendo coisas indevidas e até mesmo perigosas.

Há aquelas que despedaçam o coração de alguma pessoa quando ela descobre a verdade,como por exemplo,quando algum homem mente para a sua esposa quando está traindo-a.

Mas há aquelas pessoas que contam uma história que nunca aconteceu.Por quê será?

Comecei  então a pensar sobre isso e cheguei em uma conclusão.

***

A menina conta para a amiga que o “galã” da rua dela pediu para ficar com ela,conta que foi para uma balada e vários garotos deram em cima dela,que o menino que ela gosta lançou olhares,sorrisos para ela e até conversaram e ainda diz:”acho que ele está gostando de mim.”

Mas será que tudo isso realmente aconteceu?

Vai que na verdade,o tal galã é um menino desdentado,cabeludo,mal cheiroso e usa um óculos fundo de garrafa?E se,na balada,ninguém se interessou por ela e os que ela se interessou a recusou?Ou até mesmo que o menino que ela gosta a vê como uma garota comum e só sorri e conversa com ela por educação,por não ter motivos para ignorá-la e por não saber quais as intenções dela com ele?E se for outra pessoa quem povoa seus pensamentos?

Por quê será que essas pessoas mentem sobre suas vidas?

Cheguei a conclusão,de que elas fazem isto porque,na verdade,elas queriam que estas coisas acontecesse,que suas vidas fossem assim.

Acho que lá no fundo,elas só queriam ter boas histórias para contar,queriam que as pessoas tivessem inveja delas pela “boa vida” que possuem.

Apesar de tudo,devemos ter paciência com elas,pois estão em um momento difícil em que não aceitam  ou não gostam do que acontece em suas vidas.Às vezes pode ser até que goste da vida que leva,mas não acha que é o suficiente.

Vou dar um conselho para vocês:”sempre que quiserem fazer alguma coisa e ficarem com receio,sem saber se faz ou não faz,se perguntem:se eu fazer,terei de mentir para alguém dizendo que não fiz?”

Se a resposta for sim,não faça,pois significa que está errado e que você sabe disto.

E para você que tem medo de dizer a verdade para alguém por medo de perdê-lo ou por não querer dar o braço a torcer,lembre-se:se você começou,é você quem te que terminar,e é melhor ele ficar sabendo por você do que por outra pessoa,afinal,a mentira tem pernas curtas.

“Aquele que diz uma mentira não calcula a pesada carga que põe em cima de si,pois terá de inventar uma infinidade delas para sustentar a primeira.”

2º capitulo

Fui até a cama e engatinhei até a cabeceira, onde levantei o edredom e me enfiei debaixo dele, olhei para o meu relógio no criado mudo. Já eram 5h da manhã, faltavam apenas uma hora para eu acordar.

 

58 min. Depois

 

“Bendito” despertador.

E que vento chato é esse?

Coloquei minhas mãos em frente a ele tentando protegê-lo do frio; mas minha tentativa foi vã já que o vento agora batia em minhas mãos. Com muita preguiça, abri os olhos procurando a fonte daquele vento chato; encontrei a porta (que dava para a sacada) do meu quarto aberta.

Estou tão cansada.

 Tudo por causa da Rose que me ligou ás 23:00 horas dizendo que queria conversar porque não conseguia dormir.

Tirei forças não sei de onde e cosegui sentar na cama encostando-me à cabeceira.

Ai se eu pudesse ficar mais alguns minutinhos na cama.Mas não podia,se não iria me atrasar, e ainda tinha Rose;hoje chamaria ela para ficar na minha casa,e tenho certeza de que ela aceitaria.

Cocei os olhos e a cabeça(não é piolho não,tá gente?É que quando estou cansada ou com sono eu coço a cabeça e os olhos,sempre foi assim).

Eu tinha que fechar a porta da sacada,antes que eu ficasse gripada por causa deste vento gelado.

Me joguei na cama,de modo com que meu pé ficasse para o lado da cabeceira e minha cabeça no lado oposto.E assim rolei para o lado esquerdo em direção à porta da sacada;e foi assim que eu saí da cama…Bem!Na verdade eu me joguei da cama (mas dá tudo na mesma. O importante é o fato de eu ter saído da cama).

Fui me arrastando até a porta, estiquei a mão e a fechei.Eu sei que teria sido bem mais fácil se eu tivesse ido com as minhas próprias pernas,mas,como a minha mãe diz:nasci no dia da preguiça.

Fiquei algum tempo nessa posição (com a cabeça enterrada no tapete), até que ouvi a porta do meu quarto ser aberta. Olhei na direção dela,era a “minha babá”.É,eu sei!Vocês devem estar se perguntando o por que de eu ter uma babá nesta idade,e a resposta é:meus pais não confiam muito em mim,dou razão a eles.

-Bom dia!Acabei de chegar da caminhada, e já preparei o seu café.-Disse toda animada.Não sei onde ela arrumava tanta disposição para acordar tão cedo.

-Oi D.Teresa!-disse com uma voz cansada.

-Posso saber o porque da senhorita estar aí jogada ao invés de estas se trocando para ir para o colégio,hein Isabella?-perguntou com a voz repreensiva.-E que cara é essa de quem não dormiu direito?Olha a sua situação!E o seu cabelo nem se fala. Tudo isto é por causa da viajem dos seus pais?Você está parecendo um zumbi ambulante.

 -Não Terê. Não estou assim por causa dos meus pais, ainda. -dei ênfase no final. -Isso se chama efeito Rose.

-O que ela fez desta vez?-Todas as vezes que eu não estava normal tinha que ser culpa da Rose,e quando não era,colocava toda a culpa nela.Não é que eu seja uma má pessoa,mas é que meus pais nunca dariam bronca nela,e eu nunca estou afim de ouvir muitos sermões,então,ela é a salvação.

-Ela me ligou ontem e ficamos até as 04:50 h conversando.-expliquei bocejando logo em seguida.

Mas levanta.Quem mandou ficar madrugando.Você podia ter desligado o telefone.

Eu vou preparar o seu café.Vai lavar o rosto que estarei te esperando lá embaixo. -falou a mandona e depois se retirou com a  maior disposição do mundo (coisa que eu não tinha).

Levantei-me com a maior preguiça do mundo e fui até o banheiro do meu quarto arrastando os meus pés com minhas lindas pantufas de ursinho bege que acabara de colocar.Abri a torneira e, com a mão em forma de conchinha,lavei o meu rosto,quando fui secá-lo com a toalha que olhei para o espelho e vi o meu reflexo …

“Será que esta daí é eu mesma ou um extraterrestre se apossou do meu corpo?”

Meu cabelo estava todo desgrenhado,parecia um ninho de passarinho,não,de passarinho não,um ninho de rato,ia ser difícil penteá-lo.Estava com olheiras horríveis,fazendo-me parecer 10 anos mais velha.Sem dizer que meus olhos estavam vermelhos de sono.

Saí do banheiro e logo em seguida do meu quarto.Descendo a escada lentamente,cheguei a cozinha,onde minha avó já tomava o seu café.

Sentei na cadeira em sua frente,onde o meu leite já estava posto pela “minha babá”.Coloquei uma grande parte do conteúdo na boca,mas quando senti o gosto horrível de café,botei tudo para fora e,consequentemente,sujando a senhorinha que estava na minha frente.OPS!

-ISABELLA!-Gritou ela.

-Desculpe D.Terê,mas a senhora não sabe que eu não tomo café?

-Eu sei.Mas quando vi esta sua cara de morta-viva,achei que a melhor forma de fazer você acordar seria te dando café.

-Mas eu já estou acordada…

-Sei!E eu tenho vinte e nove anos.-Olhei descrente para a cara dela.-Ué!Nós não estamos brincando do jogo da mentira?

-Não!Não estamos.-disse e peguei alguns cookies,subindo as escadas.

-E o seu café?-perguntou ela.

-Lixo.-Gritei de lá de cima.

-É pecado jogar as coisas fora.-Lá vem elas com essa história novamente.

-Então beba.-Respondi fechando a porta do quarto.

Abri o closet e escolhi a roupa que iria para a escola.Fui para o banheiro,onde me despi.Ia tomar um banho de chuveiro mesmo,já que ia gastar preciosos minutos para encher a banheira.Tomei um “banho de gato”,me enrolei no meu roupão.Fui para o meu quarto e me troquei.

Penteei o meu cabelo(depois de quase ficar careca de tanto puxá-lo).Terminei passando apenas um brilhinho nos lábios,um corretor de olheiras e peguei minha bolsa.

Dei uma última olhada no espelho e saí do quarto,descendo as escadas rapidamente.

-Tchau D.Terê.-gritei abrindo a porta de entrada.

-Tchau querida.-Respondeu ela.-Nate já está te esperando.

Saí e fechei a porta,e fui na direção onde Nate estava,que abriu a porta traseira do carro para mim entrar,depois deu a volta e entrou também.

-Não está atrasada Isabella?-Perguntou ele.

-Só Bella.-Repreendi.Ah!Qual é?Por quê ele tinha que me chamar de Isabella?Bella é muito mais fácil de falar,além de que economiza as cordas vocais.-E sim,estou atrasada.

-Daqui a sete minutos começa a sua aula.-disse ele(como se eu não soubesse).

-E é por isso mesmo que quero que imagine que está em uma corida de carros e que tem que ganhar porque a sua vó está internada em um hospital com câncer e só você pode pagar seus remédios.-Parecia que estava brincando,mas não estava.A primeira aula era a de biologia,não podia perdê-la.

 -A minha vó já morreu a anos.-Falou Nate com um sorriso divertido nos lábios.

-Ai credo!Será que você não tem imaginação?

Quando Nate estacionou o carro na frente da escola eu pulei porta afora.

-Tchau Nate.-disse quase chegando na portaria da escola.

-Tchau Isabella.-Caramba!Acho que este menino tem amnésia temporária.

Entrei na escola,os corredores estavam vazios.Fui até a sala de biologia e de fora pude ouvir a voz da Srª Hílton fazendo a chamada,o próximo nome já era o meu,então nem bati na porta,já fui entrando…

-Isabella Swan.-chamou a professora.

-Presente!-Respondi chamando a atenção de todos da sala e fui sentar no meu lugar,que era ao lado de Rose.

-Está 3 minutos atrasada senhorita Swan. -Reclamou a velha macabra.-Dessa vez eu deixo passar,mas da próxima vez receberá uma advertência,portanto,espero que não aconteça outra vez.

-Foram só 3 minutos.-Reclamei.

-Tempo suficiente que você tinha para tirar o material da mochila e se acomodar na cadeira.Além de que você atrapalhou a chamada e suas várias faltas não ajudam muito.Aliás,não acha que já matou muita aula não?Vocês devem achar que eu sou idiota não é?

Na mosca!

-Pensam que eu não sei do rodízio que vocês fazem para matar aula?

OPS!Tava todo mundo fritinho.

-Da próxima vez que algum de vocês matarem aula.Vão ter que fazer o triplo da lição que foi passada no dia.

-“Eu não acredito nisso”.-”Caramba!Só porque amanhã era o meu dia”…

-E parem de reclamar se não eu vou encher esta lousa.Estão atrapalhando a chamada.

Assim que todo se silenciaram ela prosseguiu com a chamada.

Rolei os olhos e bufei.Olhei para Rose que me perguntava o motivo do meu atraso.Até parece que ela não sabia…

-A senhorita que me fez madrugar no telefone.-Falei irritada.

-Eu?-Se fez de desentendida.

-Não a minha avó,e você poderia me explicar o motivo de você não estar igual a mim?Nem parece que está com sono.

-E não estou.Dormi ontem a tarde inteira.-Explicou fazendo um gesto displicente com a mão.

-Eu não acredito.Agora eu é que estou com sono sua egoísta.

-Senhorita Hale você não está ouvindo eu te chamar?-Nem havia percebido a professora chamar Rose.

-Desculpa professora.Presente.-É agora.A professora vai dar a maior bronc…

-Tudo bem querida!São as más companhias.Você não deveria andar com gente assim.-Como é que é?Puxa saco.

***

-Não esqueçam de trazer as atividades na segunda.-Disse o professor Douglas nos liberando.

Arrumei o meu material e saí da sala juntamente com Rose.

Estávamos a uns 30 passos da saída,enquanto Irina(a garota mai chata do colégio,não,do mundo)e suas duas “amigas” (ou devia dizer escravas?)vinham pelo caminho oposto.Irina vinha bebendo um suco e quando estavam a uns quatro passos de nós,Irina fingiu um tropeço,derrubando todo o seu suco na minha roupa.

-Oh,me desculpe!-Fingiu-se de arrependida,levantando-se com ajuda das amigas.

-Nem vem com as suas falsas desculpas Irina,é a mesma coisa de não pedir.-falou Rose brava tentando me ajudar a limpar a minha roupa com uma folha de caderno que eu havia acabado de pegar.Resultado:não ajudou em nada.

-Deixa para lá Rose,sabemos que ela faz isso porquê tem inveja de nós.-afirmei encarando Irina e cruzando os braços de frente ao peito.

-Inveja?De vocês?Essa é boa.Não tenho motivos para ficar com inveja de vocês.Aliás,já ficaram sabendo que logo logo irei viajar para Los Angeles com o meu novo namorado?

-Ai meu Deus!Que sorte a nossa.-Falou Rose com um sorriso que ia de orelha a orelha.-Espero que fique por lá mesmo.

-Para de ser egoísta Rose.Não se esqueça do pobre coitado que vai ter que ir com ela.-Disse eu fazendo uma cara de pena.

-Pobre coitado!-Disse ela irônica.-Vocês deviam ver a conta dele antes de  falar alguma coisa.Tem vários zeros.

-Sabe o quê eu acho mais engraçado?-Perguntou Rose a ela.-Que você se importa com a nossa opinião…

-Claro que não!Nunca!-Disse com um sorriso zombeteiro no rosto.

-Então por que você está perdendo o seu precioso tempo para contar essa sua “novidade” para nós?-Perguntou Rose cruzando os braços.

O sorrisinho dela sumiu na hora.

-E querida!Não se preocupe em tentar deixar eu ou a Bella com inveja,pois enquanto você está viajando pela primeira vez para Los Angeles,nós já fomos para lá milhões de vezes.-Dizendo isto deixamos uma Irina embasbacada para trás.

Saímos da escola e…por quê será que tá todo mundo tá  me olhando?Ah!É mesmo!Estou roxa.

-AH!Qual é pessoal,roxo está na moda.-MICO.Ainda bem que Nate já estava me esperando.

Antes de chegarmos no carro(sim,a Rose sempre voltava da escola comigo.Ela tinha um motorista particular,mas preferíamos voltar juntas),falei:

- Rose!Meus pais deixaram você ficar em casa.-Disse antes de entrarmos no carro(sim,a Rose sempre voltava da escola comigo.Ela tinha um motorista particular,mas preferíamos voltar juntas).

-Jura?-Perguntou ela visivelmente animada.

-Claro!Vai ficar eu,você e a minha D. Terê.-Disse já a puxando em direção ao carro.

-Ai que legal.Nós fazer muitas coisas divertidas.Podemos ir ao shopping.-Até parece!Odiava ir ao shopping,principalmente com Rose.Ela só saia de lá depois de ir em quase todas as lojas,dizia que a peça perfeita podia estar nas lojas que deixamos de ir.

Chegamos ao carro e Nate olhou para a minha blusa.Um sorriso zombeteiro já se formava nos seus lábios quando falei:

-Sem comentários engraçadinhos.-Entrei no carro sendo seguida por Rose.A porta foi fechada e Nate entrou no carro,dando partida.Podia até parecer falta de educação nosso motorista fazer brincadeirinhas com os patrões(ou filha deles),mas eu e meus pais gostávamos que fosse assim.Era como se Nate fosse da família,mesmo com toda essa familiaridade,Nate nunca faltou com respeito para conosco e vice-versa.

Quando o carro parou em frente à minha casa,desci com Rose.Estranhei ao ver uma viatura policial,mas deixei pra lá,eles deviam estar apenas “checando”.Abri a porta de casa com Rose tagarelando;ela entrou primeiro e parou imediatamente de falar franzindo o cenho e adotando um ar preocupado.Entrei também,para ver o que tinha feito a matraquinha dela para de falar,parando imediatamente ao ver a cena que se passava na sala.

D. Terê olhava para mim com os olhos cheios de lágrimas.Vi dor em seus olhos.Ela assoou  nariz com um lencinho,enquanto na frente dela,havia um policial que olhava para mim com…pena?.

Sentia que algo ruim havia acontecido e que era algo relacionado aos meus pais.

1º capitulo

“Bendito” despertador.
E que vento chato é esse?
Coloquei minhas mãos em frente a ele tentando protegê-lo do frio; mas minha tentativa foi vã já que o vento agora batia em minhas mãos. Com muita preguiça, abri os olhos procurando a fonte daquele vento chato; encontrei a porta (que dava para a sacada) do meu quarto aberta.
Estou tão cansada.
Tudo por causa da Rose que me ligou às 23h00min horas dizendo que queria conversar porque não conseguia dormir.

Sete horas e meia antes

Estava no sofá, ao lado de meu pai Charlie e da minha mãe Reneé.
-Querida, como você sabe,amanhã eu e seu pai teremos que ir a uma viagem de negócios, então quando você acordar, não estaremos mais aqui. -disse minha mãe.-mas não fique triste,estaremos de volta em duas semanas para o seu aniversário .-terminou de falar apertando minhas bochechas.
-isso mesmo, já encomendamos o seu presente e vai chegar no dia do seu aniversario.-disse ele para logo depois terminar de tomar sua bebida.
Através da janela olhei para a neblina que se acumulava em Forks,estava triste por saber que iria ficar duas semana sem vê-los ,mas o que eu podia fazer se era o trabalho deles?
Pelo canto de olho pude ver Reneé olhando para Charlie com um olhar apreensivo. Mordi o lábio inferior para tentar segurar as lagrimas que já se acumulavam em meus olhos.Não gostava de ficar longe dos meus pais,sempre fui muito apegada a eles,mas não podia começar a chorar que nem uma criança só porque me sentia sozinha quando eles viajavam.
Tinha que mostrar a eles que eu os compreendia, para eles não viajarem com um sentimento de culpa;pois eu sabia que eles também não gostavam de ficar muito tempo longe de mim.
-eu entendo…, mas já estou com saudades.-disse e engatinhei até eles para poder abraça-los,sentindo meu rosto ser encharcado pelas minhas lágrimas que agora corriam livremente pelo meu rosto.
-ah, não chora Bells!Só vai ser duas semana.-disse meu pai já lacrimejando também.
-e você pode chamar sua amiga Rose para ficar com você e sua avó; os pais dela também estão viajando, não estão?-perguntou minha mãe com algumas lagrimas nos olhos.
Assenti.Os pais dela a negligenciavam.Sempre viajavam a diversão e deixavam ela em casa com a desculpa de que os estudos não podiam serem largados e tals,e nas férias,ao invés de levar a filha para viajar,ficavam em casa.Com certeza não gostavam de leva-la com eles.
O telefone começou a tocar, meu pai se levantou e foi atender.
-alô!-meu pai falou e ficou um tempo em silêncio ouvindo a pessoa do outro lado da linha, o que logo detectei sendo Rose.-espera só um pouquinho que eu vou passar para ela.
Rose era minha amiga desde meus 10 anos em que estávamos na quarta série e ela é só alguns meses mais velha que eu.
Meu pai passou o telefone para mim e o coloquei no ouvido:
-Rose?-chamei por ela mas ela não respondeu,parecia meio hesitante.-Rose?
-Ér!Oi Bellita!Eu…-e hesitou de novo.
-você…?-perguntei.
-Hi Hi!Não fica brava comigo não,eu sei que você deve estar se despedindo dos seus pais e tals,mas é que eu estou ligando para pedir,por favorzito,para me ajudar a dormir.-
-ah!Rose…-reclamei choramingando.
-E você só me liga para falar isso?
-Falar não.Pedir!E não é você que sempre diz que qualquer coisa que um amigo precisar,temos que ajudar?-Tá certo que eu sempre falava isso,mas quando eu dizia qualquer coisa eu não queria dizer “qualquer coisa” se é que vocês me entendem.
-E o que você quer que eu faça?-Essa eu queria ver.
-Bom!É que às vezes você fala tanto que me dá sono,será que você não pode contar aquela história entediante daquele gato que estava plantando uma bananeira e quando…
-Você disse que tinha gostado desta história.-Falsa.
-Ops!É claro que eu gostei…é por isso mesmo que estou te pedindo para repetir a dose.-Três vezes falsa.Deixa eu sair da sala antes que eu comece a gritar e atapalhe os meus pais.Já estava começando a subir as escadas quando eu ouvi:
-boa noite querida!-disseram meus pais em uníssono.
-boa noite!-respondi.
-e nada de ficar se entupindo de doces hein!-disse minha mãe.
-ok,amo vocês e boa viagem.-disse e corri para abraça-los mais uma vez.
Sai do abraço deles e fui para o meu quarto,sem ouvir nada o que Rose tagarelava no telefone.
-desculpe Rose,mas eu não ouvi nada do que você estava falando.-disse indo sentar na ponta da minha cama.
-Bellita,eu só estava dizendo para você seguir o conselho de sua mãe de não comer muito doce.-disse ela.-você se lembra do que aconteceu na ultima vez?
Lembro-me muito bem do que aconteceu na ultima viagem dos meus pais ,que foi a três semanas,estava me sentindo tão sozinha,(já que Dona Teresa,a senhora que ficava comigo quando meus pais viajavam,que era minha vizinha ,só sabia ficar fazendo tricô ,ela quis me ensinar a fazer,mas é claro que não aceitei;para mim tricô é coisa de velho que não tem mais nada para se divertir na vida e usa ele como passatempo.Meus pais ainda me veem como criança,quem é que,na minha idade ainda tem uma babá?),então como não tinha nada para fazer,pois Rose tinha ido viajar,todo tempo livre que eu tinha me dedicava em comer doces;o que mais tarde fez com que eu passasse mal e fosse parar no hospital.
É!Nunca mais vou me esquecer daquele dia;não por causa do hospital,nunca! Claro que foi por causa daquele brigadeiro divino que comi naquele dia,só de pensar da água na boca…
-hein Bella?-fui tirada dos meus pensamentos por Rose e sua boca.
-hein o que Rose?-disse me levantando e indo ate meu closet e pegando o meu baby doll de oncinha,logo o vestindo e voltando a sentar na ponta da cama.
-o que você achou daquele vestido que vimos na loja?-Ah, não acredito!Será que ela esqueceu da história do gatinho?É!fazer o quê.
-achei lindo Rose e acho que você deveria comprar;mas agora que você já consegue dormir eu vou desligar,já são 23:30.-disse com a voz cansada pelo sono.
Achei que a Rose diria:”tudo bem Bella,boa noite e sonhe com o Zac Efron,mas não.Parece que ela não entendeu o “recado” e continuou a tagarelar.
-não Bellita!Você é minha melhor amiga e vai ficar conversando comigo até eu conseguir dormir. –disse ela com a voz autoritária.
Eu ia dizer não e desligar na cara dela, mas ai me lembrei de quando Mike,meu ex-namorado, me deixou e foi Rose quem ficou fazendo companhia para mim e meus chocolates (Claro!Este último não podia faltar).Claro que as duas situações não podia ser comparadas,mas fazer o que?Esta era Rose.
“Ah! Não custa nada escutar a Rose. Pra tudo o que ela falar é só eu responder “ahan”. E alem do mais,serão só alguns minutinhos”.

00h00min h
-então minha mãe me mandou ir arrumar o quarto. Eu Bella; olha só que absurdo.Ai eu perguntei para ela:para quê eu vou arrumar o quarto se temos empregadas?Ai ela disse que se eu não arrumasse a bagunça que eu havia feito eu ia ficar sem nenhum meio de comunicação. -disse Rose.
-ahan.-Aquela história que eu ia recontar para Rose é um absurdo.O gato não podia der um pouquinho mais esperto?Assim o macaco nunca teria feito o que fez…

01h30min h
-eu queria comprar um dálmata, mas meu pai disse que se eu comprasse iria cortá-lo em mil pedacinhos. -disse com a voz chorosa.-Eu me sinto tão sozinha.
-ahan. –Quando será que vou encontar o amor da minha vida?Ahh!

02h15min h
-vamos Isabella, confesse que você ainda pensa no Mike. -falou Rose sem um pingo de sono.
-ahan.-O que será que os meus pais vão me dar de presente?

03h50min h
-Rose, vamos dormir já são quase quatro horas da manhã. -pedi quase que em um sussurro de tanto sono que estava.
-só mais uma coisa,última,prometo. Pediu Rose e começou a falar da mulher que viu na loja,limpando com o dedo,a cera do ouvido.Acho que ela disse que depois a mulher limpou o dedo em uma das roupas da loja,mas não tenho certeza.

04h50min h
-valeu Bellita,por me ouvir, boa noite!-disse Rose bocejando ao mesmo tempo, fazendo com que sua voz ficasse arrastada.
-boa noite!-ATÉ QU´ENFIM.JÁ NÃO ESTAVa OUVINDO MIHA PRÓPRIA VOZ.
Joguei o telefone na minha cama e já estava quase dormindo, com um pé na cama e o outro no chão, quando ouvi um barulho vindo da porta de entrada da casa; devia ser os meus pais indo viajar.
Mesmo morrendo de sono, me levantei, com o corpo todo dolorido pela posição que estava na cama, conversando ao telefone com a Rose,queria ver os meus pais novamente;antes de eles irem viajar.
Fui até a sacada do meu quarto e vi os dois andando no jardim, indo em direção ao carro (ao qual o motorista, Nathaniel,já estava dentro dele, só esperando Charlie e
Reneé entrarem,para dar partida);Charlie estava enlaçando Reneé pela cintura enquanto Reneé segurava,com as duas mãos,sua bolsa.
-mãe, pai. -Gritei de lá de cima.
Os dois olharam para mim e pareciam surpreso.
-Ainda acordada?-Perguntou minha mãe.
-Rose.-Respondi revirando os olhos.
-Ahhh!Claro!-Nme precisei dizer mais nada.Eles sabiam como Rose era.
-amo vocês!-disse começando a sentir lágrimas descendo pelo meu rosto.
-Também te amamos. -disseram os dois em uníssono. Eles sempre faziam isso, sempre falavam a mesma coisa ao mesmo tempo. Tinham uma sintonia tão grande, e isso era uma das coisas que admirava em meus pais,e quando eu tiver mesma sintonia com alguém;vou saber que ele vai ser o amor da minha vida.(Nossa!Que clichê).
Não sei o por que,mas queria tirar a foto dos meus pais antes de eles irem viajar,por isso pedi para que eles esperassem um pouquinho e entrei correndo, indo até o closet e pegando a câmera dentro da minha bolsa que jazia no cantinho dele.
-façam pose de despedida. -disse assim que voltei à sacada.
Então Reneé, ficou segurando sua bolsa com a mão esquerda e com a direita assoprava um beijo para mim, enquanto Charlie com a mão direita abraçava Renné pela cintura e dava tchau para mim com a mão desocupada. Bati a foto e a olhei no visor da máquina fotográfica, tinha realmente ficado perfeita.
Olhei de volta para meus pais que sorriam para mim, acenei para eles, ato que foi correspondido e disse novamente:
-amo muuuito vocês!- era estranho,mas queria deixar claro que amava-os.
-também te amamos querida. -disseram eles juntos novamente, o que fez nós rirmos.
-e nada de muito doce, hein. -disse minha mãe, rindo novamente.
-vou tentar. -falei também rindo.
Eles se viraram e foram em direção ao carro, onde Charlie abriu a porta para minha mãe entrar e entrou logo em seguida.
Nate deu partida e meus pais acenaram para mim de dentro do carro,acenei de volta e eles se viraram para frente.
Fiquei na sacada até o carro desaparecer do meu campo de visão.
Fui até a cama e engatinhei até a cabeceira, onde levantei o edredom e me enfiei debaixo dele, olhei para o meu relógio no criado mudo e vi que já eram 5h da manhã, faltavam apenas uma hora para eu acordar.